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Slings para crianças, meninos e meninas, carregarem
seus companheiros queridos!
Dentro do universo infantil, meninas
e meninos se encantam com a possibilidade de carregar seus "afetos
máximos" junto consigo. Começei fazendo "slings de
bonecas" para minhas filhas, à pedidos delas fiz slings para a
escola, onde passaram a ser usados por meninos inclusive, carregando seus
leões, dragões e filhos imaginários.
O sling para criança faz sucesso,
eu diria até os 7 anos, que é quando a criança completa o primeiro
setênio, onde é trabalhado de maior forma o desenvolvimento físico e
emocional.
Argolas:
estamos utilizando as argolas dos pettits, que são menores. As
argolas de madeira estavam quebrando dentro dos pacotes, em função da
delicadeza com a qual os correios lidam com as mercadorias.Um sling de
criança não sustentará o peso de uma criança, atenção!
Jamais deixar que o irmão ou a irmã maior transportem um bebê num sling
infantil.
Quais as
estampas disponíveis? As mesmas dos adultos. Você pode escolher uma para
sua criança igualzinho ao seu babysling!
Valor: R$
25,00 + o frete.
COMPRAR



Artigo:
Em defesa do brincar
Porque
muitas pessoas desconfiam do mecanismo natural de aprendizado da criança?
Pode
parecer estranho ao movimento do Maternal e Jardim de Infância que a idéia
do brincar, como tema central e fonte de aprendizado, necessite ser
defendida. Entretanto há muita pressão sobre os educadores desta faixa
etária (0 a 7 anos) que está conduzindo a uma prática não
apropriada, em particular uma introdução formal precoce para a
leitura, a escrita e os números. Porque muitos adultos pensam que o
brincar, é menos valioso e que o quanto antes uma criança seja
alfabetizada seja melhor! Eu acho que é importante entender o que está
por trás da desconfiança sobre o brincar, para estarmos mais
habilitados para discutir seu lugar na vida da criança.
Pensar
limitado
Para
muitos adultos a palavra brincar significa relaxamento, bagunça e nada
de trabalho. Para as crianças, entretanto, o brincar é uma exploração,
resolução de problemas, descobertas, investigações, fazer e fazer, e
com muita freqüência é realmente um trabalho árduo! Nós, no
ocidente, estamos tão acostumados a pensar nos opostos (gordo e magro,
alto e baixo, santo e pecador), que a idéia de que algo possa ser
trabalhoso e prazeiroso, ao mesmo tempo, é muito difícil de entender.
Do
mesmo modo, se algo é engraçado não pode ser sério, se é algo
fantasioso, não pode ter significado na realidade, mas nada disto é
verdade com relação ao brincar.
Alguns
adultos são temerosos quanto a natureza imprevisível do brincar da
criança. Querem controlar as atividades das crianças nas direções
que eles consideram conveniente. Eles se sentem ameaçados pelo direito
da criança em dizer não; por responderem individualmente; por irem em
direções alternativas; o que é uma característica essencial do
brincar. Outros adultos não conseguem ver como o brincar contribui para
aprender coisas que eles pensam ser tão importantes. O que tem a ver
brincar com areia e água ou tijolos, com o aprendizado da leitura? Eles
pensam que ensinando o alfabeto e os sons fônicos o aprendizado será
realizado mais rápida e eficientemente, mesmo sabendo que crianças que
lêem fluentemente não
foram ensinadas deste jeito. De fato estes adultos pensam que as crianças
devem ser ensinadas a aprender,
mas os melhores alunos, que obtiveram sucesso, são aqueles que se
libertaram da dependência de um professor.
Entretanto
eu penso que a razão mais provável porque tanto adultos desconfiam do
brincar é porque brincar á algo muito agradável e prazeiroso . Para
eles, aprender é trabalho duro e muito sério e o quanto mais rápido a
criança aprende, melhor. Tudo o que é imposto, trabalhado sobre pressão,
é uma perda de tempo e apenas encorajará a criança a ser preguiçosa
e comodista. Isto ignora o fato de que as crianças aprendem mais nos
primeiros anos de vida – enquanto elas estão livres de pressão
externa para serem sérias e trabalharem pesadamente – do que em outro
período.
Então
o que dizemos aos que nos perguntam: o que as crianças aprendem através
do brincar? Podemos começar invertendo a pergunta: o que elas não estão
aprendendo através do brincar? No brincar a criança não aprende:
Fracassar,
falhar, reprovar;
Procurar
a resposta certa;
Responder
como papagaio;
Parar
de fazer algo porque ainda não consegue fazer certo;
Tornar-se
espectador ao invés de ser o que é; participante.
Estes
são pontos que as crianças aprendem se elas são forçadas
precocemente no ensino formal. Nossa sociedade é formada por adultos
que não cantam, não dançam, não pintam, não fazem muitas coisas
porque a sua criatividade foi submergida pela ênfase
nas tarefas do papel e da caneta. E também porque aprenderam, em
tenra idade, que não eram “bons” naqueles assuntos.
Através
do brincar saudável, a criança aprende a se concentrar , persistir,
criar, distinguir, cooperar, lidar com o mundo material, com diversas
situações e pessoas – tudo o que é vital como base para o
aprendizado posterior, na época adequada.
É
forte a evidência de que um currículo lúdico traz benefícios
duradouros, ao passo que o aprendizado formal iniciado precocemente
desfavorece muitas crianças. Tal abordagem chega a desviá-las do
ambiente escolar ao ponto de tornarem-se adolescentes desestruturados,
podendo mesmo chegar a abandonar a escola de vez.
Nós
precisamos nos lembrar das palavras sábias de Joan Can (educadora
infantil) escritas há vinte anos:
“Crianças
tem sua infância apenas uma vez. Tire a infância delas e elas a terão
perdido para sempre”
Fonte:
Artigo de Janete Atkin, Médica pediatra, publicado no Waldorf K.G. News
Letter, traduzido por Sílvia Jansen.
COLIBRI,
AnoVIII - N°3 – Boletim da Escola Anabá – São Micael – 1997 -
Florianópolis
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